
A primeira semana do BBB 26 chegou mostrando que o mais improvável às vezes é o mais provável, não é?
A vigésima sexta edição do Big Brother Brasil 26 começou prometendo que seria a edição em que o público teria mais poderes, começando com a possibilidade de “escolher” os participantes em casas de vidro espalhadas pelas cinco regiões do Brasil.
A primeira reviravolta veio na escolha de Milena, em vez de Gabi, que já era participante dada como certa pelo público. E quem diria que essa história iria se repetir tão rápido.
O quarto branco e a primeira quebra de regras

(Foto: Reprodução/TV Globo)
Os renegados pelo público nessa primeira semana foram confinados no quarto branco, e os dois que mais resistissem ganhariam vagas no elenco.
Enquanto resistiam por mais de cem horas, em condições quase sub-humanas, o programa repensou a dinâmica e decidiu colocar quatro deles na casa, ao mesmo tempo em que o público conhecia o restante do elenco de camarotes e veteranos, participantes que já fizeram história no reality e que retornam para uma nova chance na casa mais vigiada do Brasil.
Sarah Andrade, Sol Iarnuol, Alberto Cowboy, Babu Santana, Jonas 22 e uma das mais queridas BBBs de todos os tempos, Ana Paula Renault, estão de volta disputando também o maior prêmio da história: R$ 5 milhões e meio de reais.
Ana Paula no centro do jogo
Entre absurdos e obsessões, a primeira semana girou em torno da emblemática Ana Paula Renault. Começando com Aline Campos, ex-Riscado, que resgatou uma fala machista de dez anos atrás, transformando-a na base desse embate e dividindo a casa entre os que a amam e os que a odeiam, quando Ana Paula ganhou de presente um contragolpe num começo de paredão formado a partir de uma ligação do Big Fone.

Sem tirar o nome da sister da boca, Aline ajudou a ampliar a popularidade já consolidada de Ana Paula, enquanto assistíamos a veterana se movimentando para garantir votos em personagens mais fracos, buscando uma berlinda mais fácil.
O paredão improvável
Tudo teria dado certo se o agroboy PA não tivesse vencido a prova bate-volta no domingo. Mas aconteceu: Milena, com voto do líder, e que entrou no elenco por pouco, acabou formando o primeiro paredão com sua amiga improvável Ana Paula e Aline.
Mas por que amizade improvável?
Quando o jogo escancara a realidade
Disseram várias vezes que Ana Paula reuniu súditos. Um participante, com uma fala repugnante, afirmou que ela se cercou apenas de minorias e que jamais seria amiga de verdade de uma pessoa que é empregada doméstica.
Milena Moreira é um dos improváveis que deu certo no BBB 26. O fato de, por vezes, não saber se expressar, de não conseguir levantar a cabeça para falar com o Tadeu ou da dificuldade de se conectar com outras pessoas diz muito sobre o que ela já deve ter vivido aqui fora.
O comportamento de preferir limpar a casa, fazer comida e montar a “cama” no chão para quem ainda não tem onde dormir revela uma vivência inteira de subserviência e que viu, na mulher branca e rica, a confiança e o conforto que tanto precisava para desabrochar.
Para além dos rótulos
Muitos vão dizer que é a famosa síndrome da mulher branca salvadora, mas aqui vai além disso. Ana se mostra e se coloca para ela como igual, além de Breno, que é uma das únicas pessoas com quem Milena fala olhando para cima, nos olhos, e consegue se soltar, rir, brincar, ser quem, naturalmente, ela talvez conseguisse ser se viesse de uma outra realidade.
Milena foi um dos personagens mais interessantes da primeira semana porque começou e terminou os primeiros dias dando a volta por cima.
O encerramento da semana
A última cena, após a eliminação de Aline ex-Riscado, e que encerra esse episódio derradeiro, é dela dando um abraço em sua amiga mais improvável e franca favorita da edição, logo depois de passar vários dias fugindo de qualquer traço de afeto.
No jogo da vida, ou no BBB, o improvável é o mais provável, sempre.