Você acredita em sorte? ou a falta dela?

(Foto: reprodução) |


O cantor Mick Jagger é, sem dúvidas, um dos maiores cantores do mundo. Ele e sua banda são fenômenos. E isso é indiscutível. Mas quando se fala em futebol, Jagger também é considerado um dos maiores pés-frios que já existiu. Prova disso está na Copa do Mundo. Todas as seleções que ele torceu, acabaram da mesma forma: eliminadas. O Brasil inclusive. No fatídico jogo contra a Alemanha, em que a nossa seleção perdeu de forma vergonhosa por sete a um, lá estava ele na torcida pela amarelinha. Não teve jeito, a culpa não foi da seleção, foi de Jagger.

Mas será que é isso mesmo? Ou foi falta de sorte mesmo? A palavra sorte costuma variar muito quando o contexto é emocional, filosófico, religioso ou simplesmente de quem a interpreta. O dicionário diz que ‘Sorte é “uma Força sem propósito, imprevisível e incontrolável, que modela eventos de forma favorável ou não para determinado indivíduo, grupo ou causa”.

Já o autor e jornalista inglês Max Gunther, falecido em 1998, definiu a sorte como um evento ou uma série de eventos, aparentemente fora de nosso controle e que influencia nossas vidas. A filosofia também tem uma explicação interessante. Na mitologia grega, a sorte é representada pelas Moiras, que são três mulheres de aspecto fúnebre, responsáveis por fabricar, tecer e cortar aquilo que seria o fio da vida de todos os indivíduos. Durante o trabalho, as Moiras fazem uso da Roda da Fortuna, que é o tear utilizado para se tecer os fios. Conta-se que o deus Ares fora o único ser capaz de submeter às Moiras à vontade dele. Mas a figura mitológica representa a sensação de impotência diante da dinâmica do universo e da vida.

Já a religião, pelo menos a grande maioria, não acredita no termo sorte. A ciência então, não se fala nisso, porque não tem como se provar ter sorte.

Mas tendo sorte ou não, ou pé frio ou qualquer tipo de referência desse tipo, o termo é importante principalmente no que diz respeito ao nosso cotidiano. Popularmente ainda é usado em esporte. No livro ‘O segredo’, o autor não fala propriamente de sorte, mas fala em algo como ‘lei da atração’. Ou seja, se você acreditar em algo de maneira muito forte, ela pode se tornar real.

Já o brasileiro parece se agarrar a ideia de que a falta de sorte pode influenciar nossas vidas. Mas não parece levar tão a sério. O imaginário popular é que acaba abrindo espaço para isso e tendo sucesso ou não em algo, a sorte sempre vai ser lembrada. Como por exemplo, em um novo emprego. Se você está fazendo uma entrevista, não tem quem não deseje a você uma boa sorte!

Por. Daniel Morales.
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