Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?, diz Papa Francisco


Desde que assumiu o posto de chefe da Igreja Católica, no início de 2013, o papa Francisco, 77, chamou a atenção. Avesso aos privilégios que o posto lhe proporciona, ele trouxe uma liderança mais humana, humilde e próxima da população.

Mas são suas constantes aparições no noticiário com comentários sobre os mais diversos temas, entre eles tabus para Igreja Católica, que chamam atenção. Esses quase dois anos de papados mostram um pontífice tolerante com os gays, casais divorciados e com a teoria do Big Bang, e que busca a humanização das relações entre os países que vivem em situação de conflito ou oposição, como Israel e Palestina e EUA e Cuba.

Essa postura aponta caminhos de mudança nos dogmas do Catolicismo? As propostas de abertura trazidas por Francisco – como receber os gays e divorciados — ainda enfrentam resistência da ala conservadora da Igreja, mas apontam, talvez, os rumos que a religião deve tomar no futuro.

Abertura da igreja para os gays e divorciados

“Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”, disse Francisco a um grupo de jornalistas após a Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Depois, afirmou que a igreja tem o direito de expressar suas opiniões, mas não deve “interferir espiritualmente” na vida de gays e lésbicas.

Em outubro de 2014, no Sínodo dos Bispos, convocado pelo Papa para discutir temas relacionados à família com autoridades religiosas, foram aprovadas propostas de se estudar um caminho para que os divorciados que se casaram de novo pudessem receber os sacramentos e de que “os homens e as mulheres com tendências homossexuais devem ser amparados com respeito e delicadeza” e que se “evitará qualquer marca de discriminação”.

No caso dos gays, o fato de não serem reconhecidos como uma família legítima ainda é a principal barreira a ser vencida, já que os bispos enfatizaram “que não se podem estabelecer analogias, nem remotas, entre as uniões homossexuais e o desenho de Deus sobre o casamento e a família”.

Francisco agora concorre a um Nobel da Paz, além de ser reconhecido como Papa Pop, devido à sua popularidade e humildade além dos seus discursos que promovem respeito e igualdade entre às classes e pessoas. 

Por. Lucas Nascimento – com informações de UOL**. 

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