Que saudade da Copa


Ouviram do Ipiranga as margens plácidas. De um povo heroico o brado retumbante… 
E assim começavam meus feriados. Com minha mão no peito, olhos na TV, e com muito orgulho cantando junto com todos os brasileiros. Começa a Copa do Mundo 2014, é o Brasil no centro do mundo, é o Brasil jogando uma Copa, jogando no meu país, feriado nacional. Iniciamos o torneio com o pé direito, o mesmo que fez o primeiro gol da copa (o do Marcelo), 3×1 Brasil sob a Croácia. 

Vem o segundo jogo, ainda com muitas pessoas saindo no mesmo horário de seus trabalhos, sobrecarregando o transporte público, e tumultuando os mesmos. Ao chegar em casa, muitos viram uma seleção muito apática, sem criatividade, e um empate horroroso: 0x0 com o México. 

No último jogo da fase de grupos, foi mais tranquilo, 4×1 Brasil sob Camarões. Mas novamente, trânsito (jogo em Brasília, trânsito em SP). Agora vamos para Minas Gerais, enfrentar nossos vizinhos chilenos. Infelizmente ou felizmente, o jogo aconteceu em um sábado, nada de feriado. Mas o jogo foi bom, emocionante, um teste para o coração, imagina você ver uma bola na trave contra o seu time aos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação? Mas o Brasil passou, e mais um feriado aconteceu. VAI BRASIL. 

Hora de enfrentar a Colômbia, mais uma seleção que começa com C (nossa seleção só conseguiu ganhar de seleções que começam com a letra C). Outra vitória, dessa vez foi mais tranquila a partida em si, mas o resultado: 2×1 Brasil. Mas perdemos Neymar para o resto da Copa, e ganhamos mais um feriado. No dia seguinte os jornais falavam mais da fratura de Neymar, do que da vitória da seleção. 

Agora, o jogo é contra a Alemanha, ou se preferirem, os mais supersticiosos CAlemanha. Começa o jogo, gol da Alemanha, Fred com a bola, gol da Alemanha, pênalti pro Brasil, gol da Alemanha, apita o juiz, é fim de jogo, gol da Alemanha. Brasil 1×7 Alemanha. 

Fim do sonho do Hexa, fim dos feriados, e outro gol da Alemanha… 

O último jogo da Copa foi uma disputa de terceiro lugar, derrota por 3×0 e a queda do técnico Felipão. Isso mostra o quanto a seleção estava mal preparada para o evento dentro de campo, e não fora, como muitos pensavam. Fora de campo, o brasileiro foi campeão do mundo, sem ter pênaltis, prorrogação ou gol da Alemanha. 

Que venha 2018 na Rússia, e que venha o Hexa, VAI BRASIL.

Por. Matheus da Silva.
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