Por que a carreira internacional de Anitta já decolou?

Ter carreira musical internacionalmente conhecida é o sonho da grande maioria dos atuais e alguns antigos cantores no cenário musical brasileiro, mas, por que alguns alcançam o estrelado mundial, enquanto outros não atingem esse objetivo?

A resposta é muito simples: dar o que o público quer. O artista tem sucesso quando consegue unir o seu talento ao desejo de seus admiradores. Embora muitos artistas cantem ou façam a mesma coisa ou ritmo, alguns não exploram ao máximo aquilo que seu potencial midiático pode oferecer.

Vejamos: Anitta e Ludmilla cantam o mesmo ritmo musical, mas por que Anitta é, nitidamente, mais bem-sucedida que Lud? Simples. Carisma somado à ousadia. Anitta permite-se sair da sua zona de conforto a cada lançamento. Isso aconteceu na música que a apresentou ao Brasil: “Show das Poderosas”. Tachada de “Fenômeno do Marketing”, a carioca não se deixou abalar e saiu emplacando diversos outros sucessos como “Na Batida”, “Meiga e Abusada”, “Cobertor” – e finalmente conseguiu conquistar o coração ou a simpatia de quem continuava não acreditando em seu trabalho com o estrondoso lançamento de “Bang” no final de 2015.

Depois disso Anitta começou a mirar fortemente em sua carreira internacional. De férias nos Estados Unidos, em janeiro, foi para estúdio e gravou músicas em inglês e espanhol, firmou parcerias importantes com gravadoras internacionais, mostrou “Bang” em inglês em evento na França, cantou a versão brasileira de “Ginza” do latino J. Balvin e para finalizar a era “Bang” – viajou até a Cidade do México para gravar seu novo single “Sim ou Não” com ninguém menos que a maior sensação da música latina no momento, Maluma.

Assista “Sim ou Não”.


E outra vez, após o lançamento do vídeo, Anitta quebrou mais recordes pessoais e brasileiros. Três milhões de visualizações em 24 horas. Podemos afirmar que a cantora é a única artista nacional que consegue travar o YouTube no Brasil – se igualando aos números de Justin Bieber aqui no país. Claro que ter fiéis fãs que ajudam na divulgação faz toda a diferença, mas o bem da verdade é que mesmo quem não gosta dela, espera e rói as unhas pra ver o que ela vai mostrar a seguir: é nítido que a carreira internacional dela já decolou.

Wanessa tentou, mas tentou errado. Tentou emplacar com os norte-americanos extremamente exigentes no quesito música. Não rolou. Voltou ao Brasil e ganhou a simpatia do público LGBT e as boates com o seu “Xinerô”, mas, viu que a vida em boates não era tão fácil assim e desistiu. A cantora não assume uma personalidade artística e muda sua música a cada giro que o mundo musical dá. Pensa: “se o Pop não me rende tanto, canto sertanejo”. “Se o sertanejo não deu, vou para o pagode.”. Uma coisa que defendo na minha vida é a persistência. Todos têm o seu lugar ao sol, basta acreditar e não mudar a cada dificuldade – como Wanessa costuma fazer.

Ivete conseguiu; nem preciso explicar o porquê, mas ela foca quase que 100% da sua carreira no público brasileiro e português, suas maiores praças.

Claudia Leitte tenta; mas o espírito de vira-lata do brasileiro faz ela ser boicotada dentro do próprio país. Embora sua música seja boa, Claudinha não tem a empatia do público no Brasil. Eu, de verdade, espero que a Rock Nation ajude a nossa ‘nega loira’ a chegar lá, como Anitta já chegou – e em pouquíssimo tempo, pasmem, ela não tem nem cinco anos de carreira estabelecida.

Eu realmente acredito que em menos de um ano, veremos Anitta brilhar em grandes premiações internacionais ao lado de gente grande. Ela já mostrou que é, faz e acontece. Que pode e consegue. Entre o ‘Sim ou Não’ – é com certeza.

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