O vício do amor


Você gosta e se prende a uma pessoa. Ela é perfeita, carinhosa, tem um papo legal, é carismática. Te leva ao céu, te muda, te faz uma nova pessoa, se torna o sol, a fonte de energia da sua vida. De repente, ela muda, aquele carinho e perfeição parece se tornar superficial, e consequentemente acaba a confiança. O céu se torna inferno. A felicidade em tristeza. 

E por muito gostar: você sofre, aguarda, espera, achando quer um dia o ser vai acordar e se tocar que com se coração não se brinca, e que seus sentimentos não deve ser bagunçados, que você é aquele puta bom partido que todo mundo quer, e que não é essa feita de fugidinhas rápidas e ‘passageiras’. Esse dia não chega. 

Você pensa em se vingar, mas a vingança dói mais em você. O sábio sr. Madruga, da série ‘Chaves’ já dizia: “a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena”, e também a pessoa não vê, ou finge que não. Adianta fuçar as redes sociais e se machucar ainda mais? Ver coisas, descobrir coisas, sentir coisas, se frustrar outra vez? Não parece possível, mas o sonho se tornou o seu pior pesadelo.

É hora de esquecer. O processo é longo, cansativo, árduo, parece que nunca vai acabar. Seus amigos não te aguentam mais, te ajudam, até oram pra que isso passe logo. Tudo isso deixou de ser saudável, parece que você perdeu sua órbita, seu chão, seu rumo.

Até conhece pessoas novas, mas ninguém se encaixa ou está a altura. Você lógico, procura o mesmo papo e carisma, mas se esquece que nem todas as pessoas são iguais, cada um tem sua peculiaridade, então prefere ficar sozinho e aguardar o ‘dia do milagre’ que nunca vai chegar, ao invés de ir viver uma nova fase na vida. O bem da verdade como diz Martha Medeiros é que: “Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que esteja escrito que é um amor que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada. Costumamos desviar esse amor para outro amor, um amor aceitável, fácil, sereno”. Será que dá pra achar? Será que é a solução?

Os dias passam, as estações mudam, seu coração vai se acalmando, a cocaína cheirada pela paixão no coração, vai perdendo efeito. Você venceu a overdose. Você acordou!

Você começa a enxergar o valor que você tem. Cria uma nova perspectiva, um novo rumo, uma nova direção. E aquele velho sentimento arrasador? Perde força! Não totalmente. É como um usuário de drogas, que pode deixar de usá-las, mas que se não tiver uma libertação efetiva, a vontade de se drogar sempre estará ali, pronta para manifestar o vício novamente. O sentimento está ali ainda, mas você se permite viver novamente de forma racional, saudável e com plena consciência do valor que tem e de que aquilo que um dia parece ter sido seu, nunca te pertenceu, só enganou, viciou!

Por. Lucas Nascimentocompartilheisso@outlook.com
Clique sobre o nome e conheça o autor 🙂

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *