#LucasViaja: praias paradisíacas e Centro Histórico aconchegante em Paraty

Quando você pensa em viajar para Paraty, já vêm à cabeça a cena de lindas praias e uma cidadezinha extremamente aconchegante ao sul do Rio de Janeiro que respira história.

Paraty foi uma importante cidade na Era do Ouro e uma das principais portuárias da Era Imperial, e suas ruas no Centro Histórico, a população, os casebres, os museus e os passeios de charrete deixam tudo isso ainda muito vivo, fazendo os turistas imergirem e participarem da história do vilarejo.

Fui à Paraty, em um final de semana com feriado prolongado, e vou compartilhar o meu roteiro de três dias: quais praias visitar, onde ficar e comer e quanto custa alguns dos passeios.

Onde ficar

A primeira parte de uma viagem é escolher a hospedagem que une custo-benefício à praticidade e qualidade. Pesquisando no site do Booking.com encontramos e reservamos a Pousada Vitória. A hospedagem oferece desconto se você cadastrar seu cartão de crédito antecipadamente e foi o que fizemos.

Viajamos em dois e a diária saiu por R$ 149, com café da manhã incluso. O café é bom. Tem uma variedade de alimentos e frutas, entre pães, bolos, frios, leite e sucos.

Um defeito muito grande da maioria das hospedagens em Paraty são os horários de check-in e check-out, 14h e 12h, respectivamente.

A cidade fica a 280km de São Paulo e 270km do Rio de Janeiro, exatamente no meio do caminho entre as duas, então, quem viaja pra lá costuma fazer isso durante a madrugada, para não perder o dia, já que a viagem leva mais ou menos 6h. O horário do check-in pode atrapalhar esses planos.


Booking.com

Nós não tivemos muita sorte na Pousada Vitória, o que nos desagradou bastante assim que chegamos à cidade, ainda na madrugada e super cansados. Não nos deixaram fazer a entrada antecipada, nem se pagássemos uma taxa extra.

Acabamos tirando um cochilo, na área de convivência da pousada, até às 8h da manhã, quando decidimos deixar nossas bagagens na recepção e ir fazer os passeios programados para o dia.

Primeiro dia – passeios

Começamos o dia no centro histórico de Paraty. Tiramos várias fotos enquanto andávamos pelas ruas estreitas de pedra. Há várias lojas e muitos restaurantes, bistrôs, pizzarias, barzinhos e é bom fazer esse passeio cedo pra você conseguir saber onde comer à noite, ao retornar do passeio escolhido.

Centro Histórico de Paraty. A cidade respira história e a Era do Ouro, do Brasil Imperial.

Trindade

Do centro histórico voltamos à rodoviária de Paraty para pegar o ônibus da Colitur sentido Trindade. Ele sai de hora em hora em horários fixos e a passagem custa R$ 4,25. É sempre bom perguntar antes para não ter surpresas, pois os horários podem sofrer alterações.

Nosso roteiro incluia a Praia do Rancho, Praia do Meio, Praia do Cachadaço e Piscina Natural do Cachadaço.

O trajeto de ônibus leva cerca de 1h do centro de Paraty até a Vila de Trindade. Chegando lá você pode optar por ficar um pouco em cada praia (todas têm acesso por trilha de nível fácil) e ir por último na Piscina Natural, que é um espetáculo à parte da natureza. Mas vá enquanto ainda estiver sol, a agua é geladinha e se o tempo ficar nublado, fica um pouco desagradável.

Piscina Natura do Cachadaço, em Trindade-RJ.

Nós levamos lanche pronto e frutas para a praia, o que deu uma baita aliviada no orçamento, já que os poucos quiosques das praias cobram caríssimo nas refeições, indico que levem a própria comida também e, claro, recolha todo o lixo na hora de voltar pra casa. Voltamos às 17h para Paraty, quando, de fato, conseguiríamos entrar na pousada. Descansamos e saímos para jantar no centro da cidade.

O escolhido foi o Manuê, por indicação da seguimora Nathalie Gomes (@eunathaliesg). É um local bastante confortável e a comida é deliciosa. Optamos pelo tradicional da casa: o Dobrado, que custa em média R$ 11/cada, dependendo do sabor.

Segundo dia – Praias Paradisíacas

Praia do Sono – praticamente deserta, a praia é uma entidade para os amantes de praia e praticantes do surf.

Em Paraty, para se chegar nas melhores praias há duas opções: escuna e lancha ou horas andando nas trilhas. Nesta viagem optamos por uma imersão na natureza e fomos fazer as trilhas.

Voltamos à rodoviária da cidade e pegamos o ônibus sentido Laranjeiras, um condomínio residencial de luxo, que fica nas extremidade sul da cidade, quase na divisa com Ubatuba. O ônibus também sai de hora em hora e também custa R$ 4,25.

Iríamos fazer a trilha que leva à um trio de praias das mais isoladas da região: a Praia do Sono, Praia dos Antigos e Praia dos Antiguinhos, todas consideradas algumas das mais bonitas do Brasil.

A trilha, contando a visita nas três praias, tem cerca de 7 km. É de nível difícil e não recomendada para se fazer com crianças muito pequenas. Há a possibilidade de chegar até lá por barco pagando R$ 25/pessoa. Mas saiba que não terá essa vista da praia no alto das montanhas.

Depois de explorar todas as belezas da Praia do Sono e seu finalzinho com um rio chegando ao mar, tomamos a trilha seguinte para a Praia dos Antigos. É um dos lugares mais lindos que já visitei na vida, há uma formação rochosa no meio da faixa de areia, que deixa qualquer de boca aberta.

Em mais uma trilha de 100m, chegamos à Praia dos Antiguinhos. Minúscula e totalmente deserta. Água Cristalina, mar esverdeado e uma nascente de água natural que dá pra beber e se hidratar enquanto se toma sol.

Quando decidimos voltar, o sol já estava quase se pondo no horizonte. Seria extremamente perigoso fazer a trilha de volta à pé, no escuro, então, optamos pelo barco. Pagamos R$ 25/pessoa. O trajeto de volta até a portaria do Condomínio Laranjeiras levou cerca de 15 minutos. Lá tem o transporte de van até a portaria aonde pegaríamos o ônibus de volta à cidade. Neste dia, ganhamos uma carona de um casal que fez o trajeto conosco.

O jantar na nossa segunda noite, foi um pouco mais rebuscado! Fomos ao La Dolce Vita Trattoria e Pizzaria, numa das vielas do centro histórico. O valor é um pouco salgado, a pizza mais barata custa cerca de R$ 56. O restaurante, italiano e pouco iluminado, é uma boa pedida para uma noite romântica.

Terceiro dia – Praias de Paraty

No terceiro dia, aquele mesmo problema com a hospedagem pode acontecer, por conta do horário do check-out ser muito cedo. Nossas passagens de volta estavam programadas para às 15h, mas tínhamos que deixar o quarto ao meio-dia.

Após o café, saímos cedo para conseguir dar um pulo rápido nas praias que ficam mais próximas ao centro histórico de Paraty. Na cidade, há duas que há a possibilidade de banho de mar: a Praia do Jabaquara e a Praia do Pontal.

Conseguimos ficar cerca de 1h em cada uma delas, antes de voltar à pousada para fazer a saída e retirar nossas bagagens. Compramos alguns snacks e doces para nos acompanhar na viagem de volta, e retornamos à rodoviária para voltar para casa.

Destino Gay-Friendly

O destino também é bastante gay-friendly, ideal para casais gays conseguirem curtir bastante, sem o medo de sofrer algum tipo de preconceito ou ato de homofobia. Inclusive, casais homo-afetivos é o que mais se vê passeando pela cidade.

Paraty é, no geral, um destino que vale o investimento para viagens longas em férias, ou rápidas para um final de semana prolongado. Ainda falta muito a conhecer e com certeza voltaremos em breve.

Lá no meu IGTV, no Instagram @lucasnascimentp tem uma série de vlogs feitos durante a viagem. Dá uma olhada!

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