Lady Gaga: documentário mostra a mulher por trás do ícone

Documentário traz Lady Gaga nua e crua. (Foto: Netflix)

O documentário “Gaga: Five Foot Two” estreou na Netflix na última sexta, 22, e conta um pouco mais sobre Stefani Germanotta, ou, como todos conhecemos, Lady Gaga, durante o período de produção e lançamento do recente álbum Joanne e do LI Halftime Show do Super Bowl

O documentário de 1h40 de duração mostra a humanidade por trás de um dos maiores ícones da música mundial de uma forma que nunca ninguém conseguiria ver.

Gaga sofre de amor, de dores no quadril, de lúpus e, como qualquer outro mortal, sente insegurança, medo, ama os amigos e mantém inimizades. O filme mostra uma mulher calma, divertida, porém que passa grande parte do seu tempo amargurada. Tendo tudo e ao mesmo tempo, sofrendo como se não tivesse nada.

“Eu queria que ela me encurralasse e dissesse pra mim que sou uma artista de merda”, Gaga desabafa sobre as criticas de Madonna em um trecho. Noutro, ela reclama do machismo dos produtores na indústria musical. “Os caras podem ter tudo: sexo, drogas, as melhores mulheres… E quando eu entro no estúdio, 80% deles acham que sou igual”, fala. “Eu não estou aqui pra sanar suas necessidades, porra”, braveja.

É impactante ver como, mesmo havendo um abismo entre nossa realidade e a dela, somos tão parecidos. “Eu não tenho paciência com bobagens de macho”, reclama em certo ponto sobre seu relacionamento com Taylor Kinney. É gente como a gente.

Stefani Germanotta sofre de dores, de amor e vive numa montanha-russa, numa vida com altos e baixos. (Foto: Netflix).

Lady Gaga vive uma montanha-russa: tem uma vida de altos e baixos e perde a paciência quando as coisas não andam como ela quer. E nesta nova fase quer mostrar como se tornou mulher, que não precisa de roupas, maquiagens e perucas assustadoras pra se auto-afirmar. “Quando queriam que eu fizesse alguma coisa sexy, eu fazia outra totalmente absurda, pra sentir que ainda estava no controle”, explica.

Produzindo e lançando o quinto álbum da carreira, ela conta que quis fazer uma homenagem à tia Joanne, morta, diagnosticada com lúpus, mesma doença que sofre, aos 19 anos. “Joanne sou eu”, revela a um jornalista do New York Times, numa das passagens.

Muito amorosa e próxima da família, durante o documentário percebemos que Stefani faz dos entes queridos o seu porto seguro. Os pais não dão depoimento algum, mas sempre aparecem ao lado da cantora.

O documentário termina com Lady Gaga se preparando para a maior apresentação da sua vida no Super Bowl. (Foto: reprodução)

Quando vemos as fortes dores físicas que sofre, são as horas que mais conseguimos entender a intensidade do que se passa com ela e quão grave é. Afinal, a justificativa para cancelar 16 apresentações da turnê, inclusive o show no Rock in Rio, no Brasil é justamente a saúde precária. “Eu quero saber como vai ser quando eu engravidar. Se é que posso engravidar”, chora. “Eu quero envelhecer com meus fãs.”

É um documentário importante para os fãs! Mostra que a artista que eles conheceram em 2008 não é mais a mesma. Ela cresceu, mudou e pretende mostrar que é muito mais que uma peruca, performances malucas e vestidos de carne em cerimônia das MTV. Ela quer provar que cresceu. “Eu vou fazer totalmente diferente do que todo mundo espera.”. Isso define bem o que é Lady Gaga.

Veja o trailer legendado 🙂

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