Eu não quero ter um rótulo


No supermercado, ao fazer nossas compras, já identificamos muitos dos nossos produtos preferidos pelo rótulo. A letra diferente, a cor, a marca em si, tudo, tem um rótulo determinante para que seja reconhecido mais facilmente por qualquer pessoa sem muita dor de cabeça. Mas e você? É uma pessoa rotulada? Você faz com que as pessoas te reconheçam com facilidade ou deixa aquela dúvida básica? O que é melhor, confundir ou entregar sempre de mão beijada o que todo mundo quer?

Quantas vezes eu já não ouvi diversos amigos meus dizerem que o mundo hoje em dia só tem gay? Até eu mesmo já disse isso e ainda brinco: “Procurando com telescópio os héteros dessa cidade”. Mas por que este fenômeno têm acontecido? Por que o mundo ficou mais fácil de viver? Não existe a homofobia? Não morrem gays com frequência, principalmente em São Paulo? A resposta é não, até porque se eu dissesse o contrário, seria uma baita mentira. Todos esses casos acontecem e muito todos os dias. Mas voltando ao questionamento principal, qual a explicação para o que está acontecendo? É simples: as pessoas deixaram de se rotular.

Sabe aquele rótulo de machão fodedor? Não vale mais nada. Ou aquele tão famoso de bichinha que apelidavam os moleques na escola? Muito menos. As pessoas pararam de se preocupar com o que pensam delas e começaram a se preocupar com sua felicidade. Não importa se o rapaz vai namorar uma mulher ou um homem, o que importa é se ele será feliz com um dos dois. É uma revolução ideológica que está acontecendo em nosso país, em nossas cidades, com nossa cultura. Só não enxerga isso quem não quer. 

– Lucas, então você quer dizer que não existe mais os rótulos de gay, hétero, bissexual, lésbica, e afins? De jeito nenhum. Isso sempre continuará existindo. Porém, no meu ponto de vista, com menor intensidade: da mesma forma que um rapaz hétero pode se apaixonar por um outro semelhante, um garoto gay pode se apaixonar por uma menina e, em ambos os casos, podem ser felizes. 

Em meio a tanto caos, tantos problemas, ao corre-corre do dia a dia, ficar guiando o coração para o que, qual sexo ou quem deve se apaixonar deixou de ser prioridade. O mandamento principal agora é: sejamos felizes, como quisermos ser. 

Por. Lucas Nascimento | São Paulo (SP). 

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