“Dear White People” estreia na Netflix e usa comédia para combater o racismo

Chega ao catálogo da Netflix, nesta sexta, 28, a série “Dear White People”. Inspirada no filme de mesmo nome, lançado em 2004, a série usa a comédia para mostrar que o racismo existe sim e deve ser combatido, e da grande tentativa dos brancos de dizer que não passa de utopia.

O seriado se passa no Ivy League Winchester University, um clássico campus norte-americano, predominantemente, branco. Porém, não se deixe enganar pelo tema denso. “Dear White People” discute tudo isso por meio da comédia e, pelo menos de acordo com a imprensa internacional, o faz muito bem.

Sam White (Logan Browning) é uma estudante birracial, que apresenta um programa na rádio da universidade chamado “Dear White People”, onde a jovem esfrega na cara dos outros os privilégios brancos.

Até aí, tudo bem… No entanto, Sam está saindo, secretamente, com o bem-intencionado rapaz branco Gabe (John Patrick Amedori). Ao mesmo tempo em que flerta com o ativista radical Reggie (Marque Richardson). Nessa teia de conflitos éticos e morais que o seriado encontra seu arco e faz rir.
“Dear White People” é baseada no filme homônimo, lançado em 2004. Segundo James Poniewozik, crítico do “The New Yotk Times“, o seriado superou o longa. “A série completa os personagens usando  bem seu tempo extra e abraça a estrutura episódica da TV”, escreveu.

Poniewozik entende que o programa é mais centrado na interracialidade. A força do seriado, para ele, reside na ironia contida nos confrontos ideológicos, sociais e raciais entre negros e brancos em um EUA pós-Obama.


Polêmica
Enquanto progressistas encontram graça na série — justamente por ela esfregar o quão ridículo o preconceito é —, algumas pessoas não captaram a mensagem da produção. Em uma tentativa de abafar o lançamento, internautas pediram um boicote à produção, em casos mais extremos, cancelaram suas assinaturas.

“‘Dear White People’ não espera que algumas pessoas brancas entendam a mensagem da série — a produção apenas demanda seu direito de falar a verdade, sem papas na língua e com os punhos erguidos”, definiu a jornalista negra Aisha Harris, do Slate.

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