#LucasViaja: Amsterdam, uma das cidades mais incríveis da Europa

Passamos 30 dias viajando pela Europa. Nesta série, você descobrirá detalhes de como aproveitar e qual foi o roteiro que eu e o Felipe, meu marido, fizemos pelo velho continente. Além disso, tentarei detalhar todos os meus gastos com passeios, hospedagens, alimentação e transporte em cada um dos destinos para que você, viajante, saiba o que te espera quando colocar o pé no avião rumo ao seu sonho. Vem comigo? Passei o final de semana em Amsterdam, na Holanda. Um país extremamente libertário, inclusivo e ecologicamente correto.

Saindo de Paris, às 9h da manhã, do aeroporto de Charlles de Gaule, embarcamos em outro voo da AirFrance, que seguiu à risca os mesmos protocolos da nossa última experiência à caminho da Cidade Luz. Era um Airbus A320 que faria a rota com cerca de 1h20 até o pouso no Amsterdam Schiphol Airport. 

Durante o voo foi servido um pão de batata, tão gelado quanto o último croissant no trecho Londres -Paris, junto de coca-cola ou suco e, depois, café ou chá e, de padrão, nada de entretenimento de bordo, mas para a duração do voo, nada incômodo. 

A primeira coisa a se dizer é que: hospedagem em Amsterdã é muito cara! Para se ter uma ideia, para dois dias, pagamos o equivalente aos cinco que ficamos em Paris. Como é caro e não se tem muito o que fazer com isso, optamos por ficar num hotel 4 estrelas da rede Hilton, mais próximo ao aeroporto mesmo. 

O nosso objetivo na viagem à Amsterdam era descansar das duas últimas semanas super cansativas que tivemos entre Lisboa, Santander, Londres e Paris e, claro, curtir a cidade com mais leveza no roteiro. 

Então, ficar nesse hotel um pouco mais afastado do centro, no nosso caso na pequena cidade de Hoofddorp, foi uma decisão bem acertada do ponto de vista do descanso. Do ponto de vista, turistar, não é legal. Se você está afim de curtir muuuuito a cidade, fique nos hotéis, airbnb ou hostels dentro de Amsterdam. O preço é alto, mas, preciso dizer sem nenhum arrependimento: vale a pena. 

Os hotéis em Amsterdam oferecem um serviço gratuito de traslado que nos foi muito útil. Compramos um passe de três dias de trem até Amsterdam por 24€ (R$ 111,33) e, pra variar, como em todo #PerrengueChique, esse passe não era aceito na Estação Hoofddorp que ficava exatamente em frente ao nosso hotel (hahahaha). Ou seja, usamos o transfer do hotel para o aeroporto diversas vezes e, de lá, pegávamos o trem para a cidade. 

O verdadeiro #PerrengueChique para pegar o trem que leva até Amsterdam.

Um dos dias, bem cansados (e noiados) na volta, o fiscal do trem nos deixou descer na nossa estação sem nos multar. Um anjo. Minha mãe vai querer morrer (ou me matar) lendo esse post. 

Eu realmente pensei que um final de semana apenas seria o suficiente para descobrir as maravilhas de Amsterdam, por ser uma cidade beeem pequena em relação às capitais européias que nós já havíamos conhecido. Esse país, que é menor que muitos dos estados brasileiros, é encantador de todas as maneiras possíveis e caminha à frente do seu tempo. 

Na Holanda a maconha é legalizada e vendida abertamente nas ruas e nos famosos Coffe Shops e se tornou cultural do país. Você pisa em Amsterdam e o cheiro de maconha é BEM notório nas ruas. As pessoas consomem para todos os tipos: medicina, cultura, diversão, vontade de ficar bem louco mesmo e, claro, nos bolinhos mágicos que a gente tanto gosta. 

Ah e em Amsterdam tem maconha sendo vendida em todos os tipos: balas, pirulitos, bolos, doces, pratos típicos, sorvete, enfim, uma infinidade de opções para provar da erva. 

Um outro avanço é a legalização da prostituição. No Red Light District as prostitutas trabalham 24h por dia legalizadas e com leis severas que as defendem de pessoas que as desrespeitam. Para se ter uma ideia, tirar foto das famosas vitrines em que elas estão é crime e você pode ser multado com um valor bem alto se o fizer. Há homens também, mas são bem poucos e, durante nossa trip, infelizmente, não vimos nenhum. 

Museu da Prostituição no Red Light District em Amsterdam

O único passeio pago que fizemos foi no Museu da Prostituição que custou 10€ (R$ 47). O local conta a história e os motivos pelos quais a cidade decidiu ir na contramão do que faz o mundo todo e legalizar esse tipo de trabalho. Basicamente: segurança. A gente bem sabe como é a vida de uma prostituta no Brasil, né? Lá, se duvidar, elas são bem mais valorizadas que muitos outros profissionais de outras patentes. 

Além disso, é um país que respeita a ecologia e tem pouquíssimos carros, além de ser impressionante a quantidade de bicicletas que circulam pela cidade. 

É tipo quase zero trânsito (carro), eles fazem absolutamente tudo de bike. Vi uma menina tomando café com uma mão, comendo sanduíche com a outra, uma senhora lendo um livro, um rapaz carregando compras, dois meninos e um cachorro, tudo isso enquanto pedalavam #semexageros

É importante comentar que bicicleta, para eles, é um meio de transporte, assim como os automóveis. Claro, é uma cidade sem ladeiras, então é bem tranquilo. Além de cuidar do meio-ambiente, você se exercita. Olha que máximo. 

Mas, até para os ciclistas, existem regras de trânsito, sinalizações e etc. Se você não ficar esperto eles passam por cima ou te xingam. Acontece. 

Se quiser entrar no clima e pedalar, é possível alugar uma bike por 6€/hora (R$ 27,83), mas pra quem não tem o hábito de pedalar diariamente, recomendo andar só nos parques, porque o centro e principais avenidas é uma loucura loucura. 

Amsterdam também é, pra variar, a cidade mais gay-friendly da Europa todinha. Só dizendo tudo isso já parece ser o lugar perfeito para se viver, não é? Eu queria muito. Há diversos pubs, ruas, lojas e até monumentos dedicados à comunidade LGBTQIA+. 

Cultura

Culturalmente falando, Amsterdam é a terra de Van Gogh e há um museu de mesmo nome dedicado apenas às obras do artista. Por lá, também, está a famosa Casa de Anne Frank, um passeio que eu queria muito fazer, mas comi bola e acabei esquecendo de reservar com dois meses de antecedência pela internet. Faça isso. Na hora é impossível de comprar ingressos e, mesmo pela internet, eles acabam rápido. O Rijksmuseum é o principal da cidade e, optamos por não entrar.

Em Amsterdam eu estava focado em sentir a cidade e foi a melhor coisa que eu fiz. 

Viu? O novo plano de fundo para a placa não é dos melhores. Protesto. #VoltaPlacaNoRijksmuseum

A famosa placa I Amsterdam ficava em frente ao museu, mas, a prefeitura da cidade optou por deixá-la em frente ao aeroporto por conta do grande número de turistas que atrapalhavam o fluxo local para tirar fotos.

O resultado da foto no local em que foi colocada agora, no aeroporto, não é dos melhores. Eu preferia onde estava, mas, como tudo em Amsterdam é planejado e indiscutível, fazer o que, né? Vamos subir tags nas redes sociais.

CoffeShops

(Mãe, pule os próximos parágrafos)

Nos indicaram várias e provamos bolinhos de maconha em vários lugares. O preço médio é de 10€ (R$ 47). Caro. Não é um bolo de 1kg, é bem pequeno e, como não queríamos uma brisa tão forte, dividimos, obviamente. 

Uma curiosidade: a maconha é liberada em qualquer lugar sem nenhum problema ou pudor, mas bebida alcoólica nas ruas é terminantemente proibido. E quando digo isso é qualquer bebida mesmo, de cerveja até as mais fortes que existem. Rolam multas altíssimas se te pegam bebendo na rua e há diversas placas lembrando esse detalhe espalhadas pela cidade. 

Quer beber? Entre e consuma num pub ou até mesmo nos CoffeShops. Eu fiz essa proeza de misturar maconha com algumas cervejas e acho que é melhor nem contar o resultado, né? hahaha.Mas lembram do trem que nos deixaram descer na nossa estação? Foi nesse dia. 

Na realidade, em toda a Europa, é proibido de vender bebida alcoólica fora de pubs e bares após às 22h. Se tu for num mercado e comprar, por exemplo, os caixas não vendem. Se for no sistema de caixa automático, as leitoras sequer leem os códigos de barras. Engraçado, né?!

Foi emocionante para mim

Se você assistiu #ACulpaÉDasEstrelas vai reconhecer esse banquinho. Exatamente neste local, foi gravada a cena em que Augustus conta para Hazel que ele não se curou do câncer e que ele irá morrer em breve porque a doença piorou.

A história do livro e filme marcou bastante. Numa fase ruim da minha vida, foi minha companheira de muitos e muitos dias quando eu lia e relia, assistia e reassistia “o pequeno infinito” desse casal. 

Algumas pessoas podem se assustar, mas além da beleza, a liberdade e todo o mais que Amsterdam pode oferecer, eu quis ir conhecer a cidade, para ir neste local. Chorei muitas vezes, e choro até hoje, assistindo a cena que se passou aqui.

Eu nunca imaginei que teria condições de conhecer esse lugar. O Lucas depressivo de 2015 nunca imaginou que em 2019 estaria ali. E, eu, além de realizar o sonho de fã, quis ir ali para agradecer a vida por ter me dado mais uma oportunidade. Agradecer a Deus por me dar condições e agradecer a mim mesmo por não ter desistido.

O livro diz que “O mundo não é uma fábrica de realização de desejos”, mas, agora, eu prefiro concordar com a frase: “Sem a Dor não reconheceríamos o Prazer!”.

Além deste cenário, fomos até onde foram gravadas as cenas em que ficava a casa do personagem Peten von Houten que fica ao lado do grande Vondelpark, o maior e mais famoso parque de Amsterdam. A marolinha rola solta por lá e é bem parecido com nosso Ibirapuera, mas na comparação, ele é bem calmo, mesmo sendo cheio. Eu adorei. 

Mais turistas do que locais. Será? 

A impressão que me deu, talvez por ser um final de semana, era de que a cidade tinha mais turistas do que locais. E isso é bastante interessante. Uma cidade tão pequena e com tanta liberdade de se fazer tudo, pode parecer meio óbvio que a população local deve morar um pouco mais afastada. É uma cidade jovem, bonita, limpa, organizada e desorganizada ao mesmo tempo, se é que dá pra entender. 

Todos ali tem a consciência de que precisam de um mundo melhor e provam isso nas pequenas atitudes do dia a dia, como manter a cidade limpa e trocar o carro por suas bicicletas ou até mesmo respeitando as profissionais do sexo, tão desvalorizadas no mundo todo. 

Estação de Amsterdam Centraal

Não sei se será possível ser politicamente e comportamentalmente igual à Holanda, no Brasil, um dia. Nosso país é gigantesco e continental e eu acho que eles são menores que o nosso Sergipe rs. Mas, com pequenas mudanças dá para chegar pelo menos na ideia do que eles são. 

Eu fui embora de Amsterdam querendo ficar. Me senti bem, vivo, um ser humano pra valer ali. E viajar é tão bom por isso, a gente aprende a se conhecer além de conhecer os lugares. Se eu puder te indicar um lugar para ir hoje, esse lugar é Amsterdam, sem dúvidas. 

Tem tudinho no meu Instagram, em que você pode conhecer ainda mais curiosidades das minhas viagens ao redor do mundo. @lucasnascimentp.

Quanto gastamos em Amsterdam? 

Gastos totais para duas pessoas

Passagem aérea: R$ 421,00 – Tarifa básica apenas com mala de cabine;
Transporte: R$ 217,68 – Bilhete de três dias, todos os transportes de Amsterdam. (Usamos apenas dois dias);
Alimentação: R$ 278,31 – Café da manhã grátis no hotel + almoço e jantar na cidade.
Passeios: R$ 90,70
Hospedagem: R$ 718,50 — Hampton by Hilton – Amsterdam.

Mas, para postar tudo isso no Instagram, eu precisei de internet na Europa, né?! Por isso, agora sempre que viajo, eu conto com o serviço da Travel Mobile. Eles oferecem os chips das melhores operadoras em cada país que você vai. Por exemplo, na Europa, usei a operadora Orange – que funcionou super bem em todos os países que já fui – e ainda contei com assistência 24h, serviço de voz e SMS ilimitado pra qualquer emergência. 

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Lembrando que, para viajar para a Europa, é OBRIGATÓRIO o uso do Seguro Viagem, um custo mínimo para a sua viagem e que te protege em qualquer eventualidade que possa acontecer durante sua trip. Sem seguro, você sequer passa da imigração. Fique atento!

No próximo post chegamos à capital da Alemanha, Berlim . Terra que ainda busca superar os horrores da Segunda Guerra Mundial.

Perdeu os últimos posts? Veja aqui que a gente achou de Paris, a Cidade Luz.

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