#Conheça: Jehanne lança ‘Fuego’ e diz que manda mensagem de busca e encontro; veja a entrevista

A cantora, de origem libanesa, está lançando seu primeiro single em parceria com a Universal Music Brasil. (Foto: divulgação)

A arte chegou cedo e de maneira definitiva à vida de Jehanne Saade, nascida no Rio de Janeiro e descendente de libaneses. O #Conheça de janeiro traz uma artista singular, lançando seu primeiro single em parceria com a Universal Music Brasil

Aos 6 anos, Jehanne tinha aulas de acrobacia, dança e teatro com a Intrépida Trupe, o revolucionário grupo circense e multitalentos carioca, com quem viveu as primeiras aventuras no palco. A vida nômade da família fez com que ela também tomasse contato precoce com diferentes falas, culturas, tradições e expressões.

Viveu na França, no Líbano, na Venezuela e, em terras fluminenses, dividiu infância e adolescência entre Leblon, Santa Tereza e a cidade serrana de Nova Friburgo, onde sua mãe teve papel importante como agitadora cultural.

Lançando seu primeiro single, “Fuego”, em parceria com a Universal Music Brasil, a cantora concedeu entrevista exclusiva para o Compartilhe; confira!

Nathalie Gomes: Você rodou o mundo inteiro. Se sente uma cidadã do mundo. Como que você traz isso na sua musicalidade?

Jehanne: Eu me sinto uma nômade do universo. Eu acho que as influências cosmopolitas estão no meu trabalho, principalmente nas músicas. Acho que todo mundo hoje em dia é cidadão do mundo. Acho que todos temos que aprender a respeitar o outro um pouco mais justamente por causa disso. Ter empatia, criar empatia é muito importante. O mundo é estranho, né? Mas temos que nos respeitar porque somos todos filhos do mesmo planeta.

Nathalie Gomes: Formada em Jornalismo, porque trocou uma carreira na comunicação pela música e quais suas inspirações?

Jehanne: Não foi uma opção, foi o destino mesmo. Quando minhas filhas nasceram, eu fiquei meio mobilizada em casa, eu era assessora de imprensa e não conseguia trabalhar. Eu tinha ganhado um violão do meu pai, e, por hobby, comecei a compor, escrever minhas músicas e deu no que deu. Minhas inspirações são minha família e as memorias afetivas que tive de alguns lugares pelos quais já passei.

Nathalie Gomes: E as inspirações? Qual a história da sua primeira música?

Jehanne: A minha primeira composição foi em francês por conta de algumas memórias afetivas que tive na França, além de que tenho uma facilidade muito grande em escrever em outros idiomas que não o português. Eu tive uma vida sofrida no Brasil, não no sentido de passar necessidade, mas vim de uma família libanesa que tem muitas tradições e meus pais passaram dificuldades com a não aceitação do resto da família por conta da diferença cultural daqui. Eu queria trazer esse meu lado, as raízes. As raízes tem uma certa influencia. A gente começa a colher os frutos em cima, quando temos uma base, uma raiz bem estruturada.

Nathalie Gomes: Quais parcerias gostaria de fazer? E qual artista você acha que melhor representa o Brasil atualmente?

Jehanne: Eu gostaria de estar com artistas que fossem livres. Livres desse excesso de “globalização” que nos atinge, como eu disse, todos são cidadãos do mundo. Pra mim, Marisa Monte representa o Brasil. Porém, a música é tão global que acho difícil encontrar um ícone que represente um país. A musica tem falas pra todos os públicos e nichos e acho que cada um consegue se expressar melhor dentro do seu universo.

Nathalie Gomes: Já tem agenda de shows ou turnê programada?

Jehanne: Ainda não! Estamos buscando investidores e estou trabalhando com meus produtores num conceito legal que quero trazer para os palcos. Quero começar minha agenda em São Paulo por ser uma cidade que tem uma “mente mais aberta” culturalmente. Além disso quero usar video mapping no show. É envolvente, traz ilusionismo. É uma estética própria que traz a minha personalidade.

Ouça ‘Fuego’, primeira música de Jehanne

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