“PLACES”: Expectativas que podemos criar quanto ao novo álbum de Lea Michele

Intimista, cativante e carregando uma mensagem positiva, “Places” chegará este mês aos ouvidos dos fãs de Lea Michele. O álbum pode ser seu renascimento e o término de um processo doloroso de superação iniciado no “Louder”.
Lea Michele

Falta exatamente uma semana para a cantora e atriz Lea Michele lançar “Places”, seu segundo álbum de estúdio, pela gravadora Columbia, representada mundialmente pela Sony Music. Do início do mês de março até agora, três canções foram disponibilizadas: o lead single “Love Is Alive” e as faixas “Anything’s Possible” e “Run To You”. Pelo pouco que ouvimos, já temos certa noção daquilo que podemos esperar no novo trabalho. Separamos cinco pontos. Confira!

Aceitação da partida precoce de Cory Monteith e superação

Cory e Lea

Desde o falecimento e o funeral de Cory Monteith, em 2013, seu namorado na época e com quem contracenava na série de enorme sucesso “Glee”, do canal FOX, Lea vem tentando superar esse triste fato.

Em 2014, lançou “Louder”, em uma homenagem ao seu amado como um adeus não dito. Seu lead single “Cannonball” falava sobre achar a luz no fim do túnel e uma válvula de escape para passar por aquele momento infortuno. E ela encontrou, através do mergulho em papéis como atriz e até mesmo em uma rotina fitness, a qual expõe em fotos de sua conta pessoal no Instagram (@leamichele).
      

Quando Lea nos brindou com “Love Is Alive” foi a certeza de que as feridas foram completamente fechadas. A faixa é um hino de superação, onde nós, enquanto ouvintes, nos sentimos espectadores de uma peça melodramática prestes a terminar. No derradeiro ato, após a perda de sua paixão, a personagem conclui: sim, a dor é suportável, Cory jamais será esquecido, mas a vida precisa prosseguir. Logo, feliz, ela espalha pela cidade a boa nova de que o amor está vivo em seu coração. 

       

Além disso, em “Anything’s Possible”, há a recuperação dos vocais poderosos da interprete e uma mensagem para elevar o astral, com injeções de confiança. Podemos criar expectativas de mais canções assim nesta nova fase de Lea Michele.
  

Retorno da sonoridade que conhecemos
Por falar em “Love Is Alive”, vemos nela a volta da real Lea Michele: voz e letra emotivas, expressivas e sinceras. A faixa se contrasta com as canções do “Louder”, seu primeiro álbum, que, apesar do ótimo empenho dos envolvidos no processo, pouquíssimas composições soavam tão verdadeiras quanto as que nos esperam no “Places”. Inclusive, essa divergência entre a sonoridade do debute e a personalidade de Lea foi debatida dentro da fã-base da cantora, em especial, depois do lançamento do clipe sensual de “On My Way”.

Influências

A respeito do carro-chefe nesta Era de sua carreira, a cantora publicou um vídeo, onde conta como surgiu a primeira música e suas influências, que devem permear todo o álbum e ficar evidentes dentro da tracklistVeja o vídeo, legendado por seu fã-clube brasileiro!

A ideia de se manter fiel à sua identidade musical pode ter pesado na decisão de quais compositores e produtores trabalhar. Dessa forma, Lea não contou com a presença de muitos autores talentosos de sucessos, tais como Benny Blanco (“Cannonball”), Tove Lo (“Thousand Needles”), Mikkel Storleer Eriksen (“Cannonball”), Tor Erik Hermansen (“Cannonball”) e Sia Furler (“Cannonball”, “Battlefield”, “You’re Mine” e “If You Say So”).

Em compensação, decidiu manter: Ali Tomposi (“On My Way”) para “Hey You” e “Run To You”, Chantal Kreviazuk (“Burn with You”) para “Love Is Alive” e Chris Braidi (“You’re Mine” e “If You Say So”) para “Heavy Love”.

Afrojack ajudou a compôr “Run To You”.

No “Louder”, Christina Perri compôs “Empty Handed” para Lea. Isso não se repetirá no álbum seguinte. Porém ele recebeu ajuda de Afrojack em “Run To You”, de Ellie Goulding em “Heavenly” e de Linda Perry em “Sentimental Memories”.

“Empty Handed” foi composta por Christina Perri, dona do hit “A Thousand Years”.

Álbum nada mainstream

Lea Michele

Em entrevista recente para a Billboard, ao ser questionada sobre o novo projeto, Lea disse: “Eu estou me f******, se as pessoas não gostarem dele”. Isso somente nos dá indícios do nosso ponto número dois. (Podemos chamar a Dira Paes para gritar “Nossa Lea Michele tá viva!”?) 

De fato, pelas músicas já liberadas na pré-venda no iTunes, “PLACES” virá intimista, sem baladinhas dançantes e refrões chicletes, iguais as canções, que encabeçam, atualmente e com raras exceções, as paradas da própria Billboard e das plataformas digitais, como o Spotify.

“Tô paganu!”

Todos os amantes de música sabem o quão difícil é a vida de um cantor detentor ou não de contrato empresarial com gravadora. É bom conseguir um selo musical, mas há controvérsias, principalmente quando o artista contratado é avesso ao propósito da gravadora ou de uma divisão dentro dela. 

Sendo mais claros: quando algumas gravadoras dão um contrato a um artista iniciante no grupo e investem nele, elas esperam resultados em todos os sentidos, e fazem pouco para obter isso, deixando seu novo contratado a mercê de si mesmo. Tal fato pode ter ocorrido na Columbia Records. Por essa razão, o “Louder” veio mais pop, em meio ao drama pessoal de sua contratada, soando desproporcional.

Na semana que vem, “Places” se achegará aos nossos ouvidos com Lea Michele não se submetendo a exigências e emitindo suas high notes como Lady Katy que dizia “Tô paganu!” no ZORRA, da Rede Globo. E realmente está! Todas as suas fichas foram apostadas a fim de agradar aos seus fãs e a ela.

*“PLACES”, de Lea Michele, será lançado em 28 de abril em todas as plataformas digitais. Disponível em pré-venda no iTunes.

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