Afinal, o que é ser trouxa?

Eu tô cansado de ler nas redes sociais por aí que: 1) a gente não deve demonstrar que está a fim; 2) que a gente não pode mandar aquela mensagem de ‘bom dia’; 3) que ficar no vácuo é o fim, a morte; 4) mandar mensagem depois de ficar no vácuo é assinar, com autenticação em cartório, o papel de trouxa. Talvez seja? Sim. Mas é o fim do mundo? Não.

Nos últimos tempos eu andei mudando um pouco a minha definição do que é ser trouxa. Acho que vai muito além de ser ignorado, esquecido, ou de demonstrar demais o sentimento por alguém. Pra ser direto, acho que ser trouxa é, de fato, não dar valor quando se tem alguém assim, que demonstra, ao seu lado. 
Ninguém é obrigado a ter um relacionamento com alguém, mas a partir do momento em que você dá a entender que quer sim alguma coisa e logo depois, sem sinceridade alguma, some, finge que a pessoa não existe e brinca com os sentimentos dela, admita: o trouxa é você. 
Sinceridade é a base de tudo em nossas vidas e nos relacionamentos não deve ser diferente. A gente tem que ter coragem o suficiente para colocar as cartas na mesa e dizer com todas as letras quais são nossos objetivos. Você só se engana se quiser quando as coisas acontecem assim.

Falta, hoje em dia, pessoas com atitude de fazer diferente. Gente que chega, faz uma bagunça enorme lá dentro, mas que, no lugar de ir embora, fica e te ajuda a se organizar. Gente que só de pensar, faz o seu coração bater um pouquinho mais forte. Gente assim é raridade. 
Raridade, porque na época das redes sociais, a gente pode ficar com quem quiser e no primeiro sinal de desinteresse de um, match com outro. E assim sucessivamente numa tentativa de ser feliz a dois que não acontece nunca, não porque não querem, mas porque não tentam – ficam com medo de insistir e serem trouxas. As pessoas não tem mais oportunidade de errar. Queremos nos relacionar com pessoas perfeitas, e é por isso que não nos relacionamos com ninguém.

Vou terminar esse texto, inclusive, com o último parágrafo de um outro. Falta amar. Falta orgulho no bolso, cara a tapa, menos joguinho e mais corpo jogado. Falta paciência. Muito textão sim, muita DR, muito tudo escancarado na mesa e não preso na garganta até sufocar. Falta perseverar. Falta ceder, falta saber quando vale a pena lutar e quando o melhor é “perder”. Falta colar na testa que nunca perde quem tem amor pra dar. E falta a gente se amar muito, se amar tanto que vamos precisar de um parceiro pra dividir e não completar.

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