Desculpe o transtorno, mas preciso falar sobre o filme…

Na última segunda-feira, o ator Gregorio Duvivier emocionou… e irritou alguns internautas ao fazer uma declaração de amor, em sua coluna semanal na Folha de São Paulo, para sua ex-namorada, a também atriz, cantora e compositora Clarice Falcão com quem divide as telonas no longa “Desculpe o Transtorno” que estreia nesta quinta, 15.

Há quem acredite que o ‘textão’ não passou de marketing para promover o longa, outros acreditam que Duvivier é ainda muito apaixonado pela moça e lotaram o perfil de ambos no Instagram pedindo para que voltassem o relacionamento… Mas como em relacionamento alheio a gente não mete a colher, desculpe o transtorno, vou falar do filme…

“Desculpe o Transtorno” conta a história do Eduardo ou Duca – ou dos dois. É que na realidade, Eduardo tem um déficit raro de mudança de personalidade que aflora após a morte de sua mãe. Duca seria seu “eu interior” e o Eduardo a “realidade em que vive”.

Ao receber a notícia da morte da mãe,  Eduardo viaja para o velório no Rio, acaba não chegando a tempo e conhece Bárbara – uma modelo que não encontra trabalho e decide se fantasiar de ‘coelho gigante rosa’ e entrega balões – pra melhorar a vida merda – de quem passa pelo saguão do aeroporto Santos Dumont.

Porém, Eduardo tem uma noiva possessiva e controladora, Viviane, que faz tudo o que quer, sem deixar nenhuma escolha. Enquanto, ao mesmo tempo, Bárbara é super descolada e alegre – o que deixa o rapaz num grande impasse.

Se metendo em diversas confusões, Duca decide que é hora de encontrar sua verdadeira identidade e, a partir de então, passará por situações cômicas e contará com a ajuda de amigos para decidir o que é melhor: a vida descontrolada e inconsequente do Rio de Janeiro ou a sociedade na empresa do seu pai e uma vida monótona e infeliz ao lado de sua – talvez – futura esposa em São Paulo.

Após a sessão para imprensa, atores conversaram sobre o filme com jornalistas em São Paulo. (Foto: UOL). 

Cheio de estereótipos, “Desculpe o Transtorno” traz a imagem que todo mundo tem de um paulistano super focado na carreira e trabalho e do carioca descolado, que aplaude o sol no entardecer do Arpoador. Em entrevista, Gregorio contou que o filme é semelhante “ao coxinha e petralha” que existe dentro de nós. Segundo ele, todos têm dentro de si um meio termo de duas personalidades que precisam encontrar o equilíbrio entre si.

No meu ponto de vista, o filme traz uma mensagem de que todos podemos ser quem e o que quiser. Que a gente pode amar e ser amado e que não precisamos passar anos empurrando com a barriga coisas que nos fazem mal. É como a frase da Bárbara que mais me chamou a atenção ao longo do filme. “Não adianta uma outra pessoa tentar melhorar a sua vida merda. Tem que ser você mesmo.”. 

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