Eu me iludo, sim: Pessoas que terminam com reticências…

Quem me conhece e convive comigo, sabe que sou extremamente expansivo: falo com todo mundo e falo alto; dou gargalhadas; lavo as mãos e como os hambúrgueres do Mc Donald’s com as mãos (não tem sensação melhor que lamber os dedos sujos do molho especial) e isso assusta os mais tímidos, eu sei…


Alguns me acham intenso de alguma forma, que isso encanta e assusta ao mesmo tempo. Mas, eu acho que meu problema é o de sempre acreditar no melhor das pessoas. Não só no melhor, mas nas pessoas.

Eu consigo acreditar no “Você é muito legal”, no “Vamos ficar juntos sempre”, “Você é um presente pra mim”, numa mensagem às 0h em ponto do ano novo/meu aniversário (awn ele se importa), acha pouco? Eu acredito nessas pequenas coisas.

E quando essas mesmas pessoas mudam de comportamento, somem, pedem pra ir mais devagar e não respondem mais, eu fico meio louco paranóico tentando entender o porquê de terem falado coisas que não eram capazes de realizar. Eu escolhi o curso de jornalismo porque acredito no poder que as palavras têm. Eu não sou de prometer e falar pra não cumprir. Se eu gosto de alguém, eu gosto, corro os riscos e pronto.

Quando a pessoa que me encantou não me procura mais, ou finge que não existo, a ingenuidade me faz acreditar que aconteceu alguma coisa espetacularmente ridícula, estúpida, um acidente, talvez, ou que tem ETs atrás de humanos indefesos…

Ok, não sou tão bobo, mas algo que aprendi é que nunca – nunca mesmo – acontece nada dessas coisas. Na maioria das vezes o cara está só está dando um bolo, porque é a maneira mais educada que consegue pra dizer “tô caindo fora”. E é isso. Eles caem fora assim mesmo. Eu lembro, mas eles não lembram do que já disseram. Pra mim, era mais bonito falar a verdade; eu gosto do tapa da sinceridade. Vai doer? Seeem um pingo de dúvida. Mas vai doer menos que ficar lembrando do “Você é uma pessoa encantadora, é fácil de se apaixonar por você”. Se é fácil assim, por que você se foi? Hein? Hãm? Responde…

A cara da gente tem um mecanismo automático de reconstrução: se quebrar, ela se arruma de novo sozinha. Graças a Deus, esses são os melhores aprendizados. Meu problema não é ser pra frente, expansivo ou intenso demais. Tem alguém no meio desses 7,5 bilhões de humanos que vai me amar do jeitinho que eu sou, sem dúvidas…

Abrir mão. Deixar ir. Desapegar. Isso liberta de alguma forma. Por mais que nos aprisione em lembranças daquilo que poderia ter sido…

Leia mais no meu livro ‘Eu me iludo, sim’ que será lançado em breve.

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