Templos da Universal são lacrados pelo TRE no Rio de Janeiro

FIÉIS ACREDITAM EM MANIPULAÇÃO DA REDE GLOBO PARA INFLUENCIAR RESULTADOS DAS ELEIÇÕES

Na noite deste sábado, dia 25, oficiais da polícia federal e do TRE-RJ lacraram as sedes da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em todo o Estado do Rio de Janeiro . O motivo: foram encontrados materiais de campanha do candidato ao governo do Estado e Ministro da Pesca, Marcelo Crivella, que também é bispo da instituição. No maior templo, em Del Castilho, zona norte do Rio, a ação foi violenta e causou revolta nos fiéis presentes no local.

A Universal promoveu na tarde deste sábado, dia 25, a Festa dos Tabernáculos, típicamente judia, a festa reúnia apenas mulheres de todo o Brasil, via vídeoconferência, ao vivo, diretamente de São Paulo, quando de repente, no Rio de Janeiro, a polícia federal e oficiais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), invadiram a igreja, com suspeitas de boca de urna e distribuição ilegal do material de campanha do candidato ao Governo do Estado, Marcelo Crivella.

Fontes que estavam no local, contam que encontraram repórteres da TV Globo passeando pela igreja e jogando os papéis de campanha de Crivella nos banheiros do local. Caixas com materiais, também foram supostamente entregues à fiéis, por estranhos, que diziam ser do Partido Republicano Brasileiro (PRB), sem nenhum aviso ou autorização. Inocentes, eles recebiam por saber do apoio a Crivella, que além de candidato, faz parte da cúpula da instituição. Minutos após, os oficiais chegavam com as denúncias “secretas” e lacravam os templos. Isso aconteceu em diversas cidades, como por exemplo em Duque de Caxias, onde aconteceu a primeira ação no final da tarde. Tudo indica que as interdições aconteceram sem motivo aparente e simultaneamente em todo o Estado.

Os fiéis foram retirados à força dos templos à base de violência, gás pimenta e ameaças. “Tinham várias senhoras, foi desesperador. Eles gritando que teríamos que sair e soltando bombas de gás pimenta”, conta uma das fontes que não quis se identificar. A violência foi tão grande que pastores e suas esposas, que moram na igreja, tiveram que deixar o local com as roupas do corpo, e o pior, sem saber o que realmente estava acontecendo.

A Igreja Universal se manifestou contra a ação, que selecionou um grupo seleto de comunicação para cobrir o acontecimento. Apenas a equipe de reportagem da Rede Globo teve acesso à informações e à apuração da informação. A Rede Record foi impedida de entrar no local, e os responsáveis pela ação, não quiseram dar entrevistas. A IURD também diz que está cumprindo rigorosamente todas as exigências feitas pelo TRE, e que vai tomar as medidas cabíveis na justiça devido às suspeitas de uma orquestração com o intuito de influenciar as eleições deste domingo, dia 26.

Confira a nota:

A Igreja Universal do Reino de Deus protesta contra a forma arbitrária e seletiva como vem sendo tratada à véspera das Eleições 2014. Lamenta, ainda, que o procedimento de alguns oficiais do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) desrespeite as próprias leis eleitorais.

Também tem fortes suspeitas de uma orquestração com o intuito de influenciar as eleições deste domingo (26/10), envolvendo veículos de comunicação social em parceria ilegal com agentes do PMDB e da própria Justiça Eleitoral. Ingressaremos com os recursos cabíveis para exonerar a igreja, esclarecer os fatos ocorridos e processar todos os envolvidos em quaisquer ações ilícitas.

A Universal está ciente das estritas exigências da Justiça Eleitoral e segue cumprindo-as rigorosamente. Temos confiança no Poder Judiciário que tudo será esclarecido, e a Universal isentada de qualquer culpa ou punição.

Fiéis estão em vigília no local. E dizem que não sairão de lá até que as portas da igreja sejam abertas novamente. “Isso é intolerância religiosa, eles não respeitam nem a nossa idade avançada, tudo isso em busca de poder. Não saio daqui enquanto as portas da casa de Deus não forem reabertas”, diz uma senhora presente no local, que também não quis se identificar.

Por. Lucas Nascimento.

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