Professora quebra perna de cachorro em acesso de raiva

Uma briga entre cachorros na manhã deste sábado, dia 18, motivou um absurdo crime contra um dos animais

A professora Elmira Rodrigues de Souza, do condomínio Rancho do Abílio, no bairro do Grajaú, zona sul de São Paulo, quebrou a perna de um cachorro a vassouradas, o animal passou por uma cirurgia veterinária para encaixar a perna e tenta se recuperar em casa.

Na manhã deste sábado, dia 18, três cachorros acabaram brigando no meio da rua, no Grajaú, zona sul de São Paulo, a vizinha enfurecida ao ver seu cão envolvido na briga, saiu com uma vassoura e passou a dar golpes na perna de um deles até quebrar. Os ossos do animal ficaram expostos e o cão acabou tendo uma hemorragia enquanto gritava de dor, gerando o desespero dos vizinhos que assistiam o absurdo. “Eu sai de casa com os gritos, pensei que ele tinha mordido alguém. Quando vi a poça de sangue ao redor dele e ouvi o choro, entrei em desespero”, diz Neide, uma outra vizinha que estava presente.

Luciana Alves Borba Couto, 37, proprietária do animal estava chegando em casa no momento em que ocorreu a agressão. Ela abriu o portão de casa e foi quando os animais saíram, o que motivou o acesso de raiva da vizinha, que já havia prometido ‘jogar pedras na cabeça dos cachorros e matá-los’. Testemunhas no local dizem que já assistiram outras cenas de agressão ocasionadas por Elmira. “Eu comecei a chorar, sentia a dor dele como se fosse em mim, eu perguntei por que ela fez isso, e ela disse que pegou um e agora pegaria os outros”, desabafa Luciana.

Mamute, como é chamado, está com a família há mais de 10 anos, e já é bem velhinho. Já não consegue correr, anda devagar, e no momento da agressão apenas latia, como qualquer outro cachorro. Pelo estado avançado de idade, no momento em que Elmira apareceu ele não conseguiu correr como os outros e acabou apanhando. A professora afirma que não bateu no cachorro propositalmente. “Eu queria apenas separar a briga, não foi porque eu quis”, diz Elmira, que foi ameaçada por populares.

Policias foram chamados ao local, mas os envolvidos não quiseram prestar queixas. O policial ainda afirmou que um animal não é tão importante quanto um ser humano. Então, agressões devem ser aceitas e relevadas, segundo ele. A denúncia será encaminhada a Secretária de Educação, para se averiguar a instabilidade emocional da profissional, e saber se ela ainda é capaz de ministrar aulas à crianças do fundamental e ensino médio.

Maus tratos aos animais é considerado crime ambiental e, é sujeito a detenção de 6 meses a 2 anos e multa. Ao ver um animal apanhando ou sofrendo na rua ligue 190, lute contra essa prática.

Do local: Lucas Nascimento | São Paulo (SP).

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