Ambulante é morto com tiro na cabeça em operação da Polícia Militar em São Paulo

Operação de policiais militares em São Paulo termina com a morte de jovem vendedor ambulante
 
São Paulo| Na última quinta, dia 18, a Polícia Militar (PM) durante uma operação de combate à venda de produtos ilegais, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo, tentaram algemar ambulantes que desacatou alguns dos profissionais em serviço; A situação no local começou a ficar séria quando curiosos que assistiam o embate decidiram se manifestar contra os policiais. Um dos vendedores de rua tentou pegar o spray de pimenta e acabou sendo alvejado com um tiro na cabeça, chegou a ser levado ao hospital das Clínicas, região central da capital, mas não resistiu e morreu. 

Carlos Augusto Muniz Braga, 30 anos, era vendedor de CDs e DVDs havia dez anos. A família da vitima mora na cidade calma de Simplício Mendes, sul do Piauí. “Esse cara que atirou merece morrer na cadeia, sem preparo nenhum. Um sujeito desse não merece ser um policial e sim ficar preso” afirma Márcia Trindade, 47,também ambulante. “A gente está aqui trabalhando pra sustentar nossas famílias, esses policiais tem que ir atrás de bandidos e não da gente”, finaliza. 

O policial militar, Henrique Dias Araujo, foi preso em flagrante e prestou depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e ficou preso no presídio militar Romão Gomes, na zona norte da cidade. Em Abril, o guarda também atirou em um morador de rua durante uma abordagem. Segundo ele, o mendigo usava um facão para ameaçar ele e seu companheiro, alegando legítima defesa, ele atirou no tórax do morador que, até hoje não teve o corpo identificado. “Toda pena do mundo pra esse cara é pouco, tirou a vida do meu filho, ele merece sofrer’’, declara o pai em discurso emocionante na despedida do filho.

O velório do camelô ocorreu no último sábado, dia 20, no bairro de Alto da Matriz, na cidade de seus país no Piauí (PI), amigos e familiares do ambulante passaram mal e foram levados ao hospital. O enterro da vítima aconteceu na manhã do dia seguinte domingo.  A soltura do policial foi decretada pela justiça após o guarda militar afirmar que o disparo foi acidental. 
Por. Nathalie Gomes e Willian Barbosa 
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