Templo de Salomão: o maior altar de Deus na terra

Visitamos com exclusividade o megatemplo da Universal: veja detalhes

É 19h, 10 mil pessoas aguardam em silêncio. O véu do santuário principal se abre, as luzes se acendem, uma porta ‘camuflada’ no altar se escancara, e de lá saem cinco homens barbados, vestidos com estola sacerdotal e kipá (símbolo da religião judaica) na cabeça. Um deles com menos de um metro e meio de comprimento, barba branca, microfone no modelo headphone bem ajustado na cabeça.

Eles se ajoelham perante uma grande réplica da Arca da Aliança que, segundo a bíblia, representa a presença de Deus no altar. Todos os presentes aguardam o ritual de pé e em silêncio. Até que o homem franzino e baixinho se levanta, deseja uma boa noite a todos e chama os milhares presentes para uma prece inicial. O Bispo Edir Macedo inicia a última inauguração oficial do Templo de Salomão no bairro do Brás, zona leste de São Paulo.

Com bases nas orientações bíblicas, arquitetos e engenheiros se empenharam ao máximo para aproximar a nova construção da antiga. O Templo, com 126 metros de comprimento e 104 metros de largura, tem dimensões que superam as medidas de um campo de futebol oficial. São cerca de 100 mil metros quadrados (m²) de área construída num terreno de aproximadamente 35 mil metros e com altura de 55 metros. 

Na última inauguração oficial realizada no final do mês de agosto, Edir Macedo seguiu fielmente aos ‘protocolos’ da Universal e iniciou o encontro falando sobre fidelidade à Deus através dos dízimos e ofertas. “Jesus é o dizimo de Deus, Ele é a primícia dada pelo Senhor para a salvação da humanidade. Como você pode ser contra algo tão santo, tão magnífico? Este é um exemplo dado pelo próprio Deus, seus filhos devem o seguir”, afirma Macedo. 

Ele também aborda a importância do encontro com Deus e afirma que é impossível ser totalmente realizado na vida sem a presença d’Ele. “Você pode ter tudo, mansões, carros, empresas, muito dinheiro, isso nada adianta tudo isso, se você não tem habitando dentro de você o Espírito do Deus Vivo”, diz. 

Ele chama os fiéis aflitos e que necessitam de ajuda em oração à frente do altar e faz uma prece para que todos os presentes tenham o encontro com Deus, o perdão dos pecados e para que recebam o Espírito Santo. 
Juntamente com outros bispos, Edir anuncia que a partir de então os cultos no Templo de Salomão não terão mais a necessidade de credenciais pré-reservadas para a participação dos encontros, e pede para que os fiéis cheguem apenas com um tempo de antecedência, pois as portas sempre serão fechadas 5 minutos antes de cada encontro que passam a acontecer diariamente em dois horários.

Visitamos às instalações no local: 

Nos arredores do Templo de Salomão também há um espaço cultural dedicado a contar a história de Jerusalém e a explicar as raízes da fé cristã. Quem quiser conhecer o local, contará com um guia, que explica o que era e para quê servia cada item. Ele também está vestido com a roupa típica dos sacerdotes da época de Moisés. O primeiro local a ser visitado é a réplica do tabernáculo, que era uma espécie de templo móvel, onde os hebreus, saídos da escravidão do Egito, sacrificavam e serviam a Deus. A réplica foi construída em tamanho real e conta com todos os utensílios utilizados na época pelos sacerdotes. O primeiro item é o altar do sacrifício, que fica na entrada do tabernáculo. Ali, os israelitas ofereciam animais como uma forma de ofertar a Deus.

Entrando no local sagrado, chamado na Bíblia de “Santo Lugar” há o menorah, espécie de candelabro com sete hastes, e o altar do incenso. Em seguida está uma sala mais reservada: o “Santo dos Santos” ou “Santíssimo Lugar”. Lá dentro fica a Arca da Aliança, que na época representava a presença do próprio Deus no meio do Seu povo. Somente o Sumo Sacerdote, uma vez por ano, tinha permissão para entrar no lugar, ofertar a Deus e falar com Ele. Um grosso véu separava as duas salas. O guia da exposição explica que as lendas contam que mesmo se 150 homens puxassem o véu, um de cada lado, ele não poderia ser rasgado. Mas quando Jesus Cristo, na cruz, disse “Está consumado” o véu se rasgou ao meio, demonstrando que nada mais separava as pessoas da presença de Deus e qualquer um poderia ter acesso a Ele.

O próximo local a ser visitado é o Cenáculo, com um museu subterrâneo, onde há os brasões das 12 tribos de Israel em cada coluna. Além disso, há miniaturas dos principais elementos da fé judaica e do arraial onde ficava o tabernáculo. O terceiro e último local a ser visitado é o Jardim das Oliveiras, onde há 12 exemplares da árvore. Elas são do Chile e foram doadas por fiéis. Mais do que conteúdo histórico, o visitante sai de lá com uma boa bagagem de conhecimento e entendimento da fé. Mais do que teoria ou religião, ele pode sair do local com condições de viver, de forma prática, a sua fé em Deus.

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