Campanha de presidenciáveis começa inesperadamente com morte de Eduardo Campos


Na última quarta, dia 13, o Brasil parou perplexo frente à uma tragédia sem tamanho. Um dos candidatos à Presidência da República foi morto em um acidente aéreo na cidade de Santos, litoral do Estado de São Paulo. Em meio a muita especulação, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deu apenas 10 dias para o partido decidir o futuro candidato a assumir seu lugar, devido sua inesperada ausência. A vice, Marina Silva, é a mais cogitada a entrar no lugar, afinal, ela já teve uma participação expressiva nas últimas eleições trazendo na bagagem, nada mais, nada menos que 20 milhões de votos. A corrida presidencial brasileira começou e de forma inesperada e segue num ritmo em que ninguém mais consegue apostar o que pode acontecer. 

Uma quarta que tinha tudo para ser normal: 

O dia seguia tranquilo, até que às 10h48 da manhã uma notícia alarmou toda à mídia. Inicialmente, um helicóptero de pequeno porte havia caído entre casas no bairro do Boqueirão, em Santos (SP). Portais e canais de TV de todo o Brasil passaram a noticiar o fato urgente. 

Às 11h30 da manhã o deputado Walter Feldmann declarou que o candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, faria um voo entre Rio de Janeiro e Guarujá (SP) neste mesmo dia e período, e que seu voo e a tripulação não faziam contato há mais de uma hora. Começaram as especulações. 

Enquanto eram feitas a retirada dos feridos do local, bombeiros, policiais e a aeronáutica começaram a investigar a possível presença do presidenciável na aeronave. Descobriram. Era um jatinho particular que havia caído, com as mesmas proporções do avião que o candidato estaria usando em seus compromissos de campanha.

Às 13h a notícia que chocou o país foi ao ar: Eduardo Campos estava no avião que caiu, e estava morto, como todos os outros 6 tripulantes da aeronave. 

O Brasil parou em condolências à família do candidato. Os outros candidatos Aécio Neves e a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff, cancelaram suas agendas e prestaram homenagens ao candidato na TV e nas redes sociais. 

E a corrida eleitoral, como fica?


Apesar de tudo às eleições presidenciais estão chegando. A campanha eleitoral gratuita na TV, começa na próxima terça, dia 19, o que vai de fato lançar a campanha dos candidatos ao grande público brasileiro. Uma pesquisa Datafolha saiu às ruas nesta sexta, dia 15, e irá entrevistar cerca de 2.900 eleitores já com Marina Silva, até então vice de Campos, como possível candidata escolhida pelo partido. 

Dilma Rousseff lidera às últimas pesquisas com 38% das intenções de voto. Seguida do candidato Aécio Neves com 23%. Eduardo Campos e Marina Silva estavam posicionados em terceiro lugar com 9% das intenções. 

Com o cenário atual pós-tragédia, especialistas são claros ao afirmar que a possível candidata Marina Silva, poderá alcançar o segundo lugar nas intenções de voto, podendo até concorrer um segundo turno com Dilma. Será? Miguel Daoud, comentarista de política e economia afirma que o povo brasileiro é carente e que se comove facilmente com assuntos de grande comoção e repercussão, o que pode causar reviravolta na campanha eleitoral mais imprevisível dos últimos tempos. 

– O povo é carente e se comove fácil com assuntos de grande repercussão. A candidatura de Marina Silva a partir de então pode ser uma dor de cabeça ao candidato Aécio Neves, já que grande parte dos indecisos e parte dos eleitores do tucano poderão votar nela – explica Daoud no programa Mercado & Cia exibido diariamente no Canal Rural. 

Vamos aguardar os próximos capítulos desta história que está longe de terminar. E o Compartilhe a partir de agora entra na cobertura oficial das eleições 2014. Semanalmente traremos textos analisando a situação da campanha dos presidenciáveis em todo o Brasil. Fique por dentro! 

Por. Lucas Nascimento
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