A justiça americana não é cega. Usa capuz preto


Numa guerra, os mocinhos usam a justiça como uma forma de julgar e mediar conflitos. Um criminoso deve ser julgado de acordo com as leis e então ser condenado ou absolvido. Entretanto, não há notícias de que qualquer terrorista, suspeito de ter participado do ataque de 11/09 às Torres Gêmeas, tenha sido justamente julgado. Os métodos utilizados pelos Estados Unidos foram outros. Na caça ao terrorismo, o Governo americano prendeu uma centena de paquistaneses, numa tentativa de mostrar serviço. Agora precisavam arrancar deles uma confissão, mesmo que fosse falsa. Para isso, deveriam torturá-los.

A população pressiona o Governo. O presidente (na época George W. Bush) exige respostas. Autoridades dizem aos soldados responsáveis pelos interrogatórios: “Sejam criativos”. Assim, técnicas de tortura não autorizadas são utilizadas. Prisioneiros começam a morrer. O óbito diz a causa da morte: homicídio. Pessoas que, comprovadamente, não tem qualquer ligação com o terrorismo.

Fotos e vídeos das seções de tortura vazam. O presidente Bush sabe bem como justificá-las: “Eles são pessoas más, são o pior do pior”. Mas não há como esconder que prisioneiros estavam morrendo. Denúncias surgem. A imprensa pressiona pela verdade. A repórter do New York Times, Calotta Gall, já investigava a morte de um prisioneiro do Afeganistão. Um motorista de taxi que estava “no local errado, com as pessoas erradas”. O governo passa a “investigar”, com pouca vontade, as denúncias. Questiona-se a eficácia das torturas. Será que as confissões feitas por meio deste método são verdadeiras? Apesar disso, elas não acabam. Conseguimos ver que a justiça americana não é de leis, é de tortura.

Não é pela luz da moral e da ética, mas embrenha pelo lado negro da força. Nesse caso, a justiça não é juiz, é carrasco.

Comentário baseado no documentário “Taxi to the dark side” que fala do abuso dos EUA nas prisões na caça aos terroristas no Oriente Médio e em Guantanamo.

Você pode tentar baixar, via Torrent, neste link: Clique aqui!

Por. Rafaella Rizzo
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