O jogo do coração


Estamos vivendo a Copa do Mundo FIFA 2014, aqui no Brasil, em nossa casa. Como todos já puderam perceber nosso país está cheio de gringos para todos os lados, o choque cultural que a população desacostumada está recebendo é muito grande, e nós como jornalistas que estamos nas ruas e conversando, entrevistando, querendo saber o que esse pessoal tá achando aqui do nosso país estamos encantados com a visão que eles têm tido daqui e com o carinho ao qual estão tratando nosso país. Mas e quando o jogo sai do campo de futebol, dos grandes estádios supertecnológicos preparados para o mundial e acontece na sua vida? O coração também é um juiz, nem sempre ele acerta, mas bons jogadores não se dão mal com ele. 

O último jogo da seleção brasileira contra o México virou piada nas redes sociais, por ser um jogo chato, parado, e como todos sabem não rolou nenhum gol, tá você não veio aqui pra ler sobre futebol, eu sei, e sim sobre o amor. Então vamos lá. O último jogo é um exemplo clássico de como é a vida sentimental de algumas pessoas, ele não sai da enrolação, e do “nada acontece”. 

Você é o jogador que só corre atrás da bola e nunca consegue o lance certeiro, você até dá uns chutes ao gol, mas sempre acerta na trave. Nesse meio tempo, faltas são o que mais acontecem, e nada do juiz ladrão chamado coração dar o cartão vermelho, ele deixa o jogo correr cheio de decepções, mentiras, desculpas esfarrapadas, que só te deixam contundido, machucado, e quase sem possibilidades de partir para outro jogo sem as sequelas deste em que está. Nesta hora ele dá os cartões amarelos, que te faz abrir os olhos, desapegar, ver aquilo que a paixão que no caso seria um dos auxiliares, te impediu na hora do gol certeiro.

Os noventa minutos são suficientes para fazer alguém aprender que o jogo do coração não é para qualquer um. É pra quem sabe jogar com a dor, e a dor muda as pessoas. Todos eles são iguais? Não. O time adversário muitas vezes sabe jogar sem machucar, jogar limpo, de forma sincera, e que jamais deixaria sequelas. Mas no fundo não são os jogadores que se machucam, e sim o juiz, apenas ele se machuca quando não sabe conduzir uma boa partida, ele sofre penalidades, ela fica inapto a conduzir outras partidas, por não querer, ou por ter medo de tudo aquilo acontecer novamente. O seu coração têm sido um bom juiz? Não, nunca será. O bom juiz ajuda ambos os times vencerem de forma justa, e não a perder de forma dolorosa. 

No jogo do coração, só vence quem usa o órgão certo para guiar a partida, e o melhor juiz é a cabeça (que pensa) e não o coração (que sente). 

Por. Lucas Nascimento. 
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